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VENCENDO O MEDO NO MARKETING DE REDE

Foto do escritor: Valmir Lira
Valmir Lira
5 de set. de 2023
5 min de leitura

Você sabe qual é o seu medo?

Na realidade, você tem medo, eu tenho medo, todos nós sentimos medo de alguma coisa. Algumas pessoas, por causa do medo, nunca conseguem empreender algo grandioso, boicotam a si mesmas. Sempre deixam para depois ou inventam algo para fazer e assim fugir do inevitável, procrastinam. “[...] Quando você se encontra em área desconfortável, surge um ardente desejo de voltar para onde, segundo sua

autoimagem, você se sinta à vontade- esse é o lugar a que você pertence.”[1]

Nenhum ser humano está imune a este sentimento de insegurança. O medo está associado ao instinto de sobrevivência, portanto, é uma trava que nos ajuda a pensar nos riscos e consequências antes de fazermos algo, e também é uma resposta imediata nos momentos em que nos sentimos amedrontados e precisamos agir. Além disso, é considerado um mecanismo de defesa que bloqueia o ser humano de colocar sua própria vida em risco. Ele é importante, segundo Haggai (1990, p.11,12 e 17), “[...] o medo tem seu valor. É como um guarda alerta diante do portão da oportunidade. Cada vez que desejamos aproveitar bem uma oportunidade, precisamos vencer esse guarda. O medo é provavelmente a causa principal do potencial perdido. Quantas pessoas, através da história, malograram na consecução de seus objetivos porque deram as costas à oportunidade, ao enxergarem o “guarda”? “Um dos temores fundamentais é o medo do desconhecido. O que não conseguimos predizer, explicar ou compreender, provavelmente nos fará temerosos.”

Afinal o que realmente é o medo?

Os dicionários em Língua Portuguesa de forma semelhante definem o medo como um estado emocional ou psíquico que provoca na consciência um sentimento inquietante de apreensão, receio, temor e ameaça diante de fatos reais ou imaginários.

Não devemos associar o medo a fraqueza ou covardia, porque o cérebro provoca uma reação involuntária e natural, isto devido à necessidade para a sobrevivência humana, uma proteção diante de um suposto perigo iminente. Imagine uma criança que por algum motivo o organismo não contemplou o sentimento de medo, se aproxima de um tigre selvagem sem nunca ter visto um, algo desconhecido e novo, achando que está se aproximando de um gato doméstico. Esta falta de medo pode trazer consequências danosas para a vida.

Nossos extintos comandados pelo cérebro quando identificam um suposto perigo liberam substâncias químicas que atuam nos sistemas respiratório, circulatório e muscular de forma involuntária e rápida para o corpo reagir para luta, fuga ou paralisar por meio do desmaio. Diante do suposto perigo real, conforme o adágio popular, seria “sebo nas canelas e pernas para que te quero!”, ou seja, corra ou morra!


Três fatores associados ao medo

  • Medo de perder

  • Medo do desconhecido

  • Medo do fracasso

Possíveis causas

Talvez alguma experiência negativa quando criança, mas isto só um especialista poderá afirmar. Este suposto incidente traumático pode tê-lo(a) submetido a críticas ou ao ridículo por seus pais, vizinhos, professores ou colegas, resultando num impacto negativo na sua autoimagem.

Reações físicas produzidas pelo medo

O coração dispara (taquicardia);

As pupilas dilatam;

A respiração acelera;

Os músculos se contraem;

Dor de estômago ou dor de barriga;

Estimulo corporal para sair correndo.

Reações psicológicas produzidas pelo medo

Paralisia e impedimento para cumprir metas e objetivos;

Ansiedade;

Apagões momentâneos do raciocínio (o famoso branco na hora de realizar determinadas tarefas);

Alteração no sono;

Mudança de humor;

Irritabilidade.

Medo extremo

Alguns medos se tornam crônicos e mórbidos, que chamamos de fobia, é algo extremo. Algumas fobias são mais notadas, outras passam despercebidas e causam alterações psicossomáticas, como sensações de terror e perturbação. Segundo comentários de especialistas, algumas dessas fobias podem estar relacionadas a fatores genéticos ou por situações traumáticas.

Situações de gatilho estimulam o estresse, isto pode acontecer desde o avistar de uma barata, atravessar uma ponte, ou ainda alguns têm medo de elevadores, lugares altos ou escuros, andar de ônibus, estar só, silêncio, timidez, falar em público, insetos, répteis, a primeira visita aos pais do namorado(a) ou uma prova eliminatória. Um dos temores básicos é o medo do desconhecido.

Por exemplo, o medo de palco é normal no discurso em público. Ele atinge qualquer pessoa, seja ela famosa ou não. A diferença está em como lidamos com este medo. “O antigo vice-presidente norte-americano, Alden W. Barckley, morreu fazendo um discurso. Ele foi, provavelmente, a primeira pessoa a morrer enquanto falava em público”[2]. Se morreu pela tensão de falar em público ou pelo fato de ter morrido de forma abrupta por outros motivos na hora de estar falando em público, não podemos afirmar, mas o falar em público pode ter colaborado. Segundo Osborne, mesmo que seus joelhos tremam, seu coração acelere, a palma de sua mão fique suada, sua boca pareça um algodão, sua pressão sanguínea suba, falar em público é seguro. Tudo está a seu favor e você sobreviverá. Falar em público não envolve eliminar o medo, mas simplesmente controlá-lo. Quando você estiver frente ao público alguns desses medos a seguir tentarão se agigantar: Medo do público, do ridículo, de dar vexame ou pagar mico e que não valha a pena dizer o que você pretende. (OSBORNE, p.10, 1999).

Uma boa notícia!

Lembre-se, o medo não é totalmente ruim, podemos controlá-lo e usá-lo beneficamente. Afinal de contas, é um sinal de advertência. Foi criado para nos alertar contra o perigo, não é totalmente um mal, mas algo útil para o exercício da prudência.

Enfrentar os seus temores exige coragem e força de vontade. Isso significa que você terá que colocar energia e enfrentar desconfortos para chegar lá. Ou seja, não será de graça, nem em um passe de mágica, nem usando apenas pensamentos positivos. Elimine a frase “não posso” de seu vocabulário trocando por “posso”, “conseguirei”, “terei sucesso”.

Quando seu medo é reconhecido como extremo, a recomendação é procurar um terapeuta, um profissional credenciado para te ajudar a vencer, superar e te libertar desse sofrimento e dessa dor. Para que o seu medo seja plenamente controlado e você se sinta seguro é preciso prestar atenção em alguns fatores importantes para o seu pleno sucesso.

Dicas básicas para superar o medo

Não evite o medo;

Reconheça seu medo;

Defina bem o seu medo;

Entenda seu medo;

Não deixe seu medo crescer;

Diante de situações apavorantes, use sua respiração, respire fundo;

Cultive pensamentos positivos e motivacionais;

Escreva sobre os seus medos;

Converse com amigos confiáveis sobre seu medo;

De forma controlada se exponha ao medo;

Faça terapia;

Comemore cada vitória.

Finalmente, o amor, a fé e a esperança, três fatores estruturantes, lhe ajudarão a ser resiliente, assim, com a resiliência não desistirá de seus sonhos e objetivos. Ainda acredito que você pode superar muitas barreiras depois de compreender como funciona o medo. Desta forma, poderá encarar com determinação os muitos “nãos” no momento de mostrar os produtos, serviços ou o negócio e não desistir, mas persistir nos seus sonhos com esta forma alternativa de negócios chamada Network Marketing.

[1] OSBORNE, 1999p.12. [2]MCKENNA, 2002, p.38.


REFERÊNCIAS

GOMES, Ari; LIRA, Valmir Dutra; DANI, Iraci A. Marketing de rede [livro eletrônico]: oportunidade de negócios. 1ª edição, Santa Maria, RS: Ed. dos Autores, 2023. PDF

HAGGAI, John. Como vencer o medo. 2ª edição brasileira, São Paulo: Mundo Cristão, 1990.

MCKENNA, Colleen. Como se comunicar com sucesso. São Paulo: Market Books, 2002.

OSBORNE, John W. Aprenda a falar bem. São Paulo: Editora Nobel, 1999.


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