VENCENDO O MEDO NO MARKETING DE REDE


Você sabe qual é o seu medo?
Na realidade, você tem medo, eu tenho medo, todos nós sentimos medo de alguma coisa. Algumas pessoas, por causa do medo, nunca conseguem empreender algo grandioso, boicotam a si mesmas. Sempre deixam para depois ou inventam algo para fazer e assim fugir do inevitável, procrastinam. “[...] Quando você se encontra em área desconfortável, surge um ardente desejo de voltar para onde, segundo sua
autoimagem, você se sinta à vontade- esse é o lugar a que você pertence.”[1]
Nenhum ser humano está imune a este sentimento de insegurança. O medo está associado ao instinto de sobrevivência, portanto, é uma trava que nos ajuda a pensar nos riscos e consequências antes de fazermos algo, e também é uma resposta imediata nos momentos em que nos sentimos amedrontados e precisamos agir. Além disso, é considerado um mecanismo de defesa que bloqueia o ser humano de colocar sua própria vida em risco. Ele é importante, segundo Haggai (1990, p.11,12 e 17), “[...] o medo tem seu valor. É como um guarda alerta diante do portão da oportunidade. Cada vez que desejamos aproveitar bem uma oportunidade, precisamos vencer esse guarda. O medo é provavelmente a causa principal do potencial perdido. Quantas pessoas, através da história, malograram na consecução de seus objetivos porque deram as costas à oportunidade, ao enxergarem o “guarda”? “Um dos temores fundamentais é o medo do desconhecido. O que não conseguimos predizer, explicar ou compreender, provavelmente nos fará temerosos.”
Afinal o que realmente é o medo?
Os dicionários em Língua Portuguesa de forma semelhante definem o medo como um estado emocional ou psíquico que provoca na consciência um sentimento inquietante de apreensão, receio, temor e ameaça diante de fatos reais ou imaginários.
Não devemos associar o medo a fraqueza ou covardia, porque o cérebro provoca uma reação involuntária e natural, isto devido à necessidade para a sobrevivência humana, uma proteção diante de um suposto perigo iminente. Imagine uma criança que por algum motivo o organismo não contemplou o sentimento de medo, se aproxima de um tigre selvagem sem nunca ter visto um, algo desconhecido e novo, achando que está se aproximando de um gato doméstico. Esta falta de medo pode trazer consequências danosas para a vida.
Nossos extintos comandados pelo cérebro quando identificam um suposto perigo liberam substâncias químicas que atuam nos sistemas respiratório, circulatório e muscular de forma involuntária e rápida para o corpo reagir para luta, fuga ou paralisar por meio do desmaio. Diante do suposto perigo real, conforme o adágio popular, seria “sebo nas canelas e pernas para que te quero!”, ou seja, corra ou morra!
Três fatores associados ao medo
Medo de perder
Medo do desconhecido
Medo do fracasso
Possíveis causas
Talvez alguma experiência negativa quando criança, mas isto só um especialista poderá afirmar. Este suposto incidente traumático pode tê-lo(a) submetido a críticas ou ao ridículo por seus pais, vizinhos, professores ou colegas, resultando num impacto negativo na sua autoimagem.
Reações físicas produzidas pelo medo
O coração dispara (taquicardia);
As pupilas dilatam;
A respiração acelera;
Os músculos se contraem;
Dor de estômago ou dor de barriga;
Estimulo corporal para sair correndo.
Reações psicológicas produzidas pelo medo
Paralisia e impedimento para cumprir metas e objetivos;
Ansiedade;
Apagões momentâneos do raciocínio (o famoso branco na hora de realizar determinadas tarefas);
Alteração no sono;
Mudança de humor;
Irritabilidade.
Medo extremo
Alguns medos se tornam crônicos e mórbidos, que chamamos de fobia, é algo extremo. Algumas fobias são mais notadas, outras passam despercebidas e causam alterações psicossomáticas, como sensações de terror e perturbação. Segundo comentários de especialistas, algumas dessas fobias podem estar relacionadas a fatores genéticos ou por situações traumáticas.
Situações de gatilho estimulam o estresse, isto pode acontecer desde o avistar de uma barata, atravessar uma ponte, ou ainda alguns têm medo de elevadores, lugares altos ou escuros, andar de ônibus, estar só, silêncio, timidez, falar em público, insetos, répteis, a primeira visita aos pais do namorado(a) ou uma prova eliminatória. Um dos temores básicos é o medo do desconhecido.
Por exemplo, o medo de palco é normal no discurso em público. Ele atinge qualquer pessoa, seja ela famosa ou não. A diferença está em como lidamos com este medo. “O antigo vice-presidente norte-americano, Alden W. Barckley, morreu fazendo um discurso. Ele foi, provavelmente, a primeira pessoa a morrer enquanto falava em público”[2]. Se morreu pela tensão de falar em público ou pelo fato de ter morrido de forma abrupta por outros motivos na hora de estar falando em público, não podemos afirmar, mas o falar em público pode ter colaborado. Segundo Osborne, mesmo que seus joelhos tremam, seu coração acelere, a palma de sua mão fique suada, sua boca pareça um algodão, sua pressão sanguínea suba, falar em público é seguro. Tudo está a seu favor e você sobreviverá. Falar em público não envolve eliminar o medo, mas simplesmente controlá-lo. Quando você estiver frente ao público alguns desses medos a seguir tentarão se agigantar: Medo do público, do ridículo, de dar vexame ou pagar mico e que não valha a pena dizer o que você pretende. (OSBORNE, p.10, 1999).
Uma boa notícia!
Lembre-se, o medo não é totalmente ruim, podemos controlá-lo e usá-lo beneficamente. Afinal de contas, é um sinal de advertência. Foi criado para nos alertar contra o perigo, não é totalmente um mal, mas algo útil para o exercício da prudência.
Enfrentar os seus temores exige coragem e força de vontade. Isso significa que você terá que colocar energia e enfrentar desconfortos para chegar lá. Ou seja, não será de graça, nem em um passe de mágica, nem usando apenas pensamentos positivos. Elimine a frase “não posso” de seu vocabulário trocando por “posso”, “conseguirei”, “terei sucesso”.
Quando seu medo é reconhecido como extremo, a recomendação é procurar um terapeuta, um profissional credenciado para te ajudar a vencer, superar e te libertar desse sofrimento e dessa dor. Para que o seu medo seja plenamente controlado e você se sinta seguro é preciso prestar atenção em alguns fatores importantes para o seu pleno sucesso.
Dicas básicas para superar o medo
Não evite o medo;
Reconheça seu medo;
Defina bem o seu medo;
Entenda seu medo;
Não deixe seu medo crescer;
Diante de situações apavorantes, use sua respiração, respire fundo;
Cultive pensamentos positivos e motivacionais;
Escreva sobre os seus medos;
Converse com amigos confiáveis sobre seu medo;
De forma controlada se exponha ao medo;
Faça terapia;
Comemore cada vitória.
Finalmente, o amor, a fé e a esperança, três fatores estruturantes, lhe ajudarão a ser resiliente, assim, com a resiliência não desistirá de seus sonhos e objetivos. Ainda acredito que você pode superar muitas barreiras depois de compreender como funciona o medo. Desta forma, poderá encarar com determinação os muitos “nãos” no momento de mostrar os produtos, serviços ou o negócio e não desistir, mas persistir nos seus sonhos com esta forma alternativa de negócios chamada Network Marketing.
REFERÊNCIAS
GOMES, Ari; LIRA, Valmir Dutra; DANI, Iraci A. Marketing de rede [livro eletrônico]: oportunidade de negócios. 1ª edição, Santa Maria, RS: Ed. dos Autores, 2023. PDF
HAGGAI, John. Como vencer o medo. 2ª edição brasileira, São Paulo: Mundo Cristão, 1990.
MCKENNA, Colleen. Como se comunicar com sucesso. São Paulo: Market Books, 2002.
OSBORNE, John W. Aprenda a falar bem. São Paulo: Editora Nobel, 1999.




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